Contra a exploração <br>na Galp Energia

Os representantes dos trabalhadores das empresas do Grupo Galp Energia, reunidos em plenário nacional, aprovaram uma moção em que condenam a política de «degradação do ambiente de trabalho» levada a cabo pela Administração da Galp Energia. Para aumentar a exploração e reduzir ou eliminar direitos, a Administração recorre a «ameaças de despedimento e pré-reformas» e a «um clima de chantagem e medo», refere o texto da moção vindo a público.
Num meio em que a prática do «carreirismo» e da «subserviência» são incentivados e premiados, «destacam-se aquelas hierarquias que despudoradamente chantageiam e intimidam os trabalhadores», para os levar «a aceitar trabalho que não lhes compete realizar, a assinar contratos de pré-reforma ou rescisão contra a sua vontade». Inverteu-se, assim, o caminho que fora trilhado com vista a «conferir maior transparência à gestão de recursos humanos», sublinha o texto.
Nesta mesma senda, a moção destaca «a fuga da Administração à negociação de aumentos salariais, inexistentes há três anos», mostrando-se disponível para negociar apenas se os sindicatos cederem «em importantes direitos laborais e sociais», e continuando a adiar a devolução do dinheiro «ilegalmente retirado aos trabalhadores nas greves de 2010 e 2012», apesar de «inúmeras condenações nos tribunais».
Referindo-se à «cumplicidade por demais evidente» entre o Governo e a Administração da empresa, a moção aprovada condena a forma como «ambos sorvem os salários e as reformas para os entregar a quem acumula muitos milhões de lucros e riqueza» e faz um apelo à mobilização e à luta.




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